quarta-feira, agosto 30, 2006

"O Sotaques tem os melhores leitores"

Quem comentou isso foi a Menin@ e é a mais pura verdade. Caramba! Só uma passada de olhos na caixinha de comentários daqui prova esse fato.
Tudo bem que os colaboradores do Sotaques são perfeitos também. O problema é que "colaboram" tão pouco! Mas, se vocês puderem visitar o blog de cada um deles (o Trotta não tem mais blog, mas tem um texto dele aí embaixo), vocês vão ficar de boca aberta. Caraca!
A Menin@ e o Coyote - esse nunca escreveu nada aqui - são profissionais, é até covardia. A Rô é dez, gente! Dá vontade de bater nela com um gato morto até ele miar, porque ela nos priva de ler o que escreve, a malvada.
Bodas e Trotta: esses são puro visual, sem dever nada nos textos. Mas o Trotta, eu quero trucidar, fazer o que...
Tâmia, nossa correspondente internacional; é rara aqui... não tanto quanto o Arno... aliás, nem vou falar nada do Karateca, porque sou suspeitíssima, ele é meu irmão. E o M&M. Olha, gente, esse baiano é tudibão, é um doce, é meigo, tem uma voz deliciosa... mas não quer mais ser blogueiro!!!
Cara!!! Decididamente, temos os melhores leitores... e os mais pacientes também, hahahahahha...

sexta-feira, agosto 25, 2006

Cena + Dialogo 2

Homenageando o Claquette!

E ao mesmo tempo... Ressuscitando uma das idéias que lá existia...



Eu dou a cena e vocês dão o dialogo!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Coisas que me deixam instantaneamente feliz

  • Filho mais novo sorrindo enquanto dorme
  • Filho mais velho desenhando com a língua pra fora
  • Marido dançando roquinho anos 70
  • Queijo e vinho com o vô
  • Mesa repleta de amigos e risadas
  • Cachorros de casa deitados com a barriga pra cima pra receber chamego
  • Sesta de domingo de conchinha
  • As Agulhas Negras reluzindo sob o sol na janela da cozinha
  • Folhas secas voando na auto-estrada quando os carros passam
  • Sol quente no inverno
  • Piropo desinteressado e convincente
  • Livro novo, dança nova, sapato novo, cifras de violão facinhas

quinta-feira, agosto 10, 2006

Al Pacino - Scent of a Woman


"Perfume de mulher"
Meio que copiando o Jacaré Banguela...
Esse filme é um dos que moldou meu caráter!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Sing aloud with me, come on!

Tchuin Tchuin Tchun Clain

Eis aqui a resposta-chave
Quando alguém perguntar "Quem sabe?":
Tchuim tchuim tchum claim!
Tchuim tchuim tchum claim!

Não dê nenhuma resposta,
Aceite a minha proposta...
Responda apenas:
Tchuim tchuim tchum claim!

REFRÃO:
Nós lhe asseguramos
Que nunca falhará...
Basta responder:
Tchuim tchuim tchum claim!

Já existe muita gente,
Respondendo tão somente:
Tchuim tchuim tchum claim!
Tchuim tchuim tchum claim!

Quando alguém faz um discurso,
Utilize este recurso!
Se lhe fazem perguntas:
Tchuim tchuim tchum claim!

(REFRÃO)
Nós lhe asseguramos
Que nunca falhará...
Basta responder:
Tchuim tchuim tchum claim!

Se sua mãe lhe perguntar:
"Não é hora de deitar?"
Tchuim tchuim tchum claim!
Tchuim tchuim tchum claim!

Se alguém quiser saber:
"O que vai ser quando crescer?"
Tchuim tchuim,
Tchuim tchuim tchum claim!

(REFRÃO)
Nós lhe asseguramos
Que nunca falhará...
Basta responder:
Tchuim tchuim tchum claim!


(Falado)

Quico: Chaves!
Quem comeu todo aquele bolo de chocolate que estava na mesa da minha cozinha?

Chaves: O bolo de chocolate? Quem Comeu? Tchuim tchuim tchum claim!

Chaves: Dona Clotilde, como se sente uma pessoa que tem cara de bruxa?
D. Clotilde: Cara de bruxa? Como se sente uma pessoa? Tchuim tchuim tchum claim!

D.Clotilde: Seu Barriga, quendo o senhor vai mandar consertar o meu telhado?
Quando chove, chove mais dentro de casa do que fora !
Seu Barriga: Consertar o seu telhado? O telhado? Tchuim tchuim tchum claim!

Seu Barriga: E então Seu Madruga, pode me dizer quando vai me pagar os catorze meses de aluguel que me deve?
Seu Madruga (é rei): Os catorze meses atrasados? Hehe, tchuim tchuim tchum claim!

Seu Madruga: Chiquinha vem cá !!
Você sabe quem quebrou o vidro da janela da minha sala??
Chiquinha: O vidro da janela? Tchuim tchuim tchum claim!

Chiquinha: Dona Florinda, o que a senhora sente quando o professor Girafales está bem perto da senhora?
D. Florinda: Professor Girafales? O que eu sinto? (suspirando) Ahhhh, Tchuim tchuim tchum claim!

D. Florinda:Ah, professor, tem um vestido de noiva na loja da esquina que é divino, o que o senhor acha?
Prof. Linguiça, ops, Girafales: Vestido de noiva? Na loja da esquina? Tchuim tchuim tchum claim!

Prof. GIrafales: Quico! Quico!
Você sabe onde tá o sanduíche de queijo que eu tava guardando pro meu lanche?
Quico: Um sanduíche de queijo? Um sanduíche de pão francês com queijo mussarela bem gostosinho? Hihi. Tchuim tchuim tchum claim! Hihihihihihahahae !

Refrão:
Nós lhe asseguramos
Que nunca falhará...
Basta responder:
Tchuim tchuim tchum claim!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Boletim do Tempo

É um frio assustador e que, todos sabem, vai demorar muito a passar.
Porque o inverno teima em ser rigoroso.
É um frio terrível e que, todos sabem, gela seus pés.
Porque eles estão lá embaixo e o coração não tem mais força pra mandar sangue pra lá.
É um frio imenso e que, todos sabem, abarca todo o resto.
Porque o resto, subitamente, ficou muito pequeno.

terça-feira, agosto 01, 2006

Aqui no Brasil, está acontecendo um fenômeno que expôs pra mim o quanto esse país é grande, contraditório e cheio de Sotaques.

A massa de ar Polar.. (link via Ticcia)

O Brasil é um país GRANDE. Alto e de ombros largos.

Então, enquanto eu, no estado do Amazonas, moro apenas três graus ao sul do Equador, o Arno, em Santa Catarina, está apenas cinco graus ao Sul do Trópico de Capricórnio.



Aqui em Manaus, faz trinta e dois graus às seis e meia da manhã nas áreas centrais da cidade. Quase todos os dias, de todos os meses do ano.

Aqui em Manaus, enquanto neva nos Estados Unidos e Europa, chove, chove, chove, chove, quase todo dia, duas ou três vezes por dia. Chuva pesada e molhada, com gotas calibre 38 (by Policarpe).

Quando a chuva passa, o calor piora. Sobe vapor do asfalto.

Em Manaus raramente venta.

Pra completar, Manaus é uma cidade pouco arborizada e com excesso de veículos.

Em suma: MANAUS É QUENTE.

Quando é verão no Sul-Sudeste, e no Jornal Hoje passam reportagens sobre a moda verão, e o que fazer na praia, em Manaus se usa guarda-chuva.

Quando é inverno no Sul-Sudeste, e nas festas juninas paulistas as pessoas bebem quentão, e as filiais da Zoomp em Manaus exibem vitrines com pulôveres de tricô de lã grossa, botas de couro, golas rulê, o amazonense passa em frente se abanando e rindo do manequim, que deve estar se sentindo deslocado.

Então, agora, em Manaus, estamos na escalada do verão. Todos os dias começam cedo. Seis e meia da noite e o sol ainda está pensando em se pôr. Dias longos e escaldantes, noites curtas e abafadas. Estrelas no céu. Nuvens branquinhas em uma imensidão azul.

Eu ficando com os pés bronzeados, com a marca das tiras da sandália. O braço esquerdo da minha mãe mais moreno que o direito. A grama dos canteiros centrais ficando marrom.

Estamos no verão amazônico. Trinta e nove graus ao meio dia. Sensação térmica de duzentos.

E aí, vem a massa de ar polar.

Domingo, eu saí de casa às quatro da tarde, para o ensaio do grupo de teatro. Tava chovendo CONTÊINERES (se escreve assim?). Na parada de ônibus, água por cima, água por baixo, água descendo a ladeira e formando riozinhos.Pessoas abraçando a si mesmas, com frio. O relógio do tempo afirma: 24º. "Ai que frio!" A Djalma Batista (artéria de Manaus) estava com a água dando na canela. E descendo ladeira. Uma chuva gelada, com vento frio, visibilidade distorcida. A chuva começou às quatro, e quando voltei pra casa, às dez, ela não havia parado, apenas diminuído.

Comentário da cobradora do ônibus: "Isso é a massa de ar polar, né? Vai ter friagem semana que vem." E eu: "Vai fazer quinze graus em Rondônia!" E a cobradora: "É o fim do mundo...!"

Ontem vim trabalhar usando casaco.Temperatura: vinte e seis graus. Vento. Chuva. Sinto frio nas mãos.

Todo mundo aqui em Manaus tem problemas com frio e chuva. Simplesmente porque ninguém tem ROUPA pra sair na rua e permanecer elegante e aquecido. NINGUÉM. Os casacos que eu tenho, são pra usar dentro de avião. Ou em ambientes com ar-condicionado central (quase uma regra aqui na cidade). Nas sapatarias de Manaus, não se encontram sapatos fechados à venda (salvo tênis e sapatos sociais). Nos pés dos manauaras, apenas sandálias.

E a noite de domingo fica cinzenta, as crianças ficam resfriadas, tossindo. Quando o dia amanhece, eu levo o lençol junto comigo pra escovar os dentes na pia. Os colegas de trabalho comentam: "Lá em casa dormimos SEM VENTILADOR! SEM VEN-TI-LA-DOR!" E nós todos entendemos, sem ventilador, que absurdo. Eu, que moro em apartamento, tive de fechar a janela, pois minha mãe espirrava sem parar. FECHAR A JANELA, E NÃO LIGAR O AR-CONDICIONADO? O mundo virou de pernas pro ar.

Vejo o jornal da manhã na TV. Sinto pena dos moradores do interior do Acre, onde houve mínimas de quinze graus. As casas de madeira cheias de frestas não são feitas pra isso. Uma criança morreu - e não quero acreditar que foi de frio. Uma mãe chora, dizendo que acendeu um braseiro dentro de casa, e as crianças eram muitas, o calor insuficiente.

Quinze graus. Quando eu fui pra Brasília, fazia quinze graus e o manobrista do hotel estava sem camisa, cantarolando. Quinze graus no Acre é prenúncio de sofrimento.

E aí, no Bom Dia Brasil, passa uma reportagem dizendo sobre como os moradores da Serra Gaúcha estão felizes. Passa uma árvore congelada, uma escultura de gelo na cidade de São Joaquim, e as pessoas comemorando, meninos de olhos claros e casacos de capuz correndo na calçada, um banco de uma praça congelado. Seis graus negativos, e uma jovem mamãe com um sotaque gaúcho que era quase um espanhol, carregando uma garotinha de bochechas cor de rosa e imensos olhos verdes, fala sorrindo pra câmera:

- Ela estreou o enxoval de inverno. Gorro, luvinha, casaquinho, manta de lã...ATÉ QUE ENFIM!

Eu até aceito. Mas, positivamente, não consigo compreender o tamanho do Brasil.

Lá fora, enquanto escrevo esse post, uma imensa nuvem preta de chuva se forma. Os guardas da guarita esfregam as mãos, por causa do vento. Deve estar fazendo vinte e sete graus ou mais.

Frio e calor são coisas culturais. Eu sinto frio quando o termômetro marca 25º. E o Arno?