segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Vamos ver se cola...

– Marido...

– Diga, mulher.

– Vamos pro Rio esse fim de semana?

– Pro Rio? Ah... não dá não... tenho umas coisas pra fazer aqui...

– Mas, eu queria ir.

– Fazer o que lá, mulher?

– Ué! Vai ter o show dos Rolling Stones.

– Eita! Tá doida!

– Doida por que? Vai um monte de gente, não vai?

– Não tô te entendendo... você nem gosta de Rolling Stones. Aquilo lá vai ficar uma loucura, gente pra dar com o pau!

– Bem... na verdade... a gente nem precisa ir ao show.

– Ah, não?!?!?!? Agora que não entendo mesmo nada.

– É que o que eu queria mesmo era encontrar um amigo meu que vai estar lá.

– Amigo?!?!? Que amigo é esse?!?!? Desde quando a gente tem amigos que vão a shows de rock na praia?

– Não é nosso amigo. É meu amigo... um amigo virtual... um blogueiro...

– BLOGUEIRO?!?!??!?!?!!!!! Hahahahahaaha... e você acha mesmo que vou sair daqui, do meu santo lar, viajar duas horas e meia de carro, pra você ver um blogueiro? Mulher, eu vou te internar! Enlouqueceu de vez!

– Ah, Marido... ele é meu amigo...

– Mulher, mulher! Já te falei um monte de vezes: não existe essa coisa de amigo virtual. Você é que está com essas histórias na cabeça e é tudo culpa desses blogueiros! E se o cara for um golpista?!!? E se ele nem existir?!!? Ele pode ser imaginário, já pensou nisso?!?!??!!! Sem chances...

É... não colou...

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A primeira regra é não fazer perguntas

"Na história, nós somos os filhos do meio, sem propósito, sem lugar. Não tivemos uma grande guerra, nem uma grande depressão. Nossa guerra é uma guerra espiritual, e nossa grande depressão são as nossas vidas.

Eu tenho pena das pessoas que lotam as academias tentando parecer como Calvin Klein ou Tommy Hilfiger mandaram. A propaganda nos manda perseguir carros e roupas, trabalhando em empregos que odiamos, para poder comprar coisas de que não precisamos. A televisão nos educou, nos fazendo acreditar que um dia seríamos milionários, estrelas de cinema, astros do rock... mas não vamos. Estamos começando a aprender esse fato, e isso nos deixa muito, muito putos.

Nossos pais eram nossos modelos de Deus. Se nossos pais nos decepcionaram, o que isso te diz sobre Deus? Você precisa considerar a possibilidade de que Deus não gosta de você. Ele nunca quis te ter e, provavelmente, te odeia. Isso não é a pior coisa que poderia acontecer. Foda-se a danação! Foda-se a redenção! Nós somos os filhos indesejados de Deus? Então, que seja! É preciso desistir. É preciso saber — não temer, SABER — que um dia você vai morrer. Numa linha do tempo grande o bastante, a chance de sobrevivência de todo mundo cai para zero. E você nunca será realmente livre até que perca tudo.

Você não é seu trabalho. Você não é o tanto de dinheiro que tem no banco. Você não é o carro que você dirige. Você não é o que está dentro de sua carteira. As coisas que você possui acabam possuindo você.

Você não é especial, não é um lindo e único floco de neve. Todos nós somos feitos da mesma matéria orgânica podre que compõe todo o resto das coisas.

Se solte. Abra mão de tudo. Se perca na alienação. No escuro, silencioso, completo. Você vai encontrar a liberdade. Perder toda a esperança é encontrar a liberdade."

Essas palavras não são minhas. Na verdade, isso que você acabou de ler é uma coleção de falas do personagem Tyler Durden, do filme Clube da Luta. Se você ainda não assistiu esse filme... assista!

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Redes administradas... bah!

Tão bom seria se não houvesse a necessidade das redes serem administradas e monitoradas. Queria poder abrir meu e-mail no trabalho. Queria usar livremente o MSN. Preciso, acima de tudo, que a rede não bloqueie os blogs!
Tá certo! Meu empregador não me paga pra que eu fique de frozô pela internet. Mas, puxa vida! Qual é o problema de ler um bloguezinho de vez em quando? Tá, tá... não é tão de vez em quando assim... tá, tá... é toda hora, o dia inteiro, um monte de blog. Mas, eu consigo fazer as duas coisas, ué, trabalhar e ler blog!
Bem... a rede do meu trabalho eu até entendo que tenha alguns bloqueios. O que não entendo é a faculdade me bloquear certas coisas. Imagine! Não tenho acesso ao MSN na faculdade! Pô, qualé?!?!?!? Não tenho acesso, também, aos blogs. Geeeeente! O administrador de rede bloqueou os blogs lá na faculdade! Isso é um absurdo! Em vez de incentivo à criação de textos, encontramos é o bloqueio. Ah... sem explicação!
Definitivamente, bloqueio na rede é um saco. Que o digam os levantadores e atacantes do voley! Fala sério...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Momentos felizes.

Pensei em você ontem à noite, em como estivemos juntos por tanto tempo, e de como nunca fomos um casal.
Eu te amava e você me amava. Lembrei como seu suspiro era para mim a benção da manhã, e como teu sorriso sempre me tornava melhor. Lembrei das primeiras brigas e as reconciliações que vinham depois delas. Lembrei das palavras amor que me disse no ouvido em nossa primeira noite. Lembrei de como agradecia a Deus por cada momento do seu lado. E depois de lembrar disso tudo, eu já estava apaixonado por você de novo.
Mas hoje eu tenho um outro alguém, e você já se apaixonou. E hoje nada poderia ser como foi no começo.
Nunca mais foi como no princípio.
Depois do segundo ano juntos, eu já não sentia brisa do teu sono, só o calor de palavras duras; e continuaram a haver brigas, mas se tornavam cada vez mais raras as reconciliações; e eu já me perguntava a Deus o porque daquele castigo.
Eu te amava, mas foi melhor você ter saído por aquela porta , e eu nunca mais tê-la aberta de novo.
Fiquei perdido por um tempo, afinal perdera meu rumo, meu norte, a pessoa com que eu mais amara na vida. Então fiquei perdido.
Perdido. Sofrendo. Sorrindo para os amigos, e chorando sozinho à noite. Vivendo um dia de cada vez, como você me aconselhou, e alimentando a dor com o desprezo que você me dava. Perdido.
Mas Deus é um comediante. Procurando aquele filme que assistimos no dia que te dei o primeiro beijo, ela me achou. Era linda e discreta como o entardecer seria, e feliz como a noite nunca mais foi depois que te perdi.
Ela me pediu um conselho sobre um filme, e eu ofereci “Cidade dos Anjos”. Ela riu e disse que só gostava de final felizes, mas ficaria feliz se eu escolhesse outro. Assistimos naquela tarde “Louco por você” na casa dela, junto com sua mãe. Diverti-me bastante.
Não quero me prolongar mais, então vou direto ao assunto. Eu gostaria que você que viveu ao meu lado por tanto tempo, que presenciou momentos felizes de minha vida, que foi a razão da maioria desses momentos, fosse testemunha de mais um momento desse...
Caso-me semana que vem, e gostaria que você fosse a madrinha do meu novo amor.