segunda-feira, maio 22, 2006

Andarilhos - Parte VII

[parte VI]

Você está na rua, um homem passa por você. Ele está sujo, barba e cabelos longos, as vestes judiadas a tanto tempo que, o tecido que um dia teve cores vibrantes, agora tem o tom da poeira das ruas. Sim, ele é um andarilho, olhando para o chão enquanto caminha. Parece que todas suas posses são aquilo que ele pode carregar.

O que você faz? Há quem se afaste e passe longe, afinal, ele pode ser violento, ele deve estar bêbado, talvez ele tenha doenças. Há quem desvie o olhar e procure ignorar, talvez tentando se enganar que aquilo não faz parte de SUA realidade.

Essas pessoas não percebem uma coisa: Não adianta se afastar ou ignorar, porque aquele homem acaba de fazer parte de sua vida. Naquele instante, naquele segundo, aquele homem causou neles impressões que os fizeram se afastar ou ignorar, ele teve um peso para essas pessoas.

E, no entanto, o inverso? Observe: Ele continua seu caminho, vagaroso, sem levantar os olhos. Todas aquelas pessoas que passam por ele, que o ignoram, que se afastam... não importa. Nenhuma causou qualquer efeito sobre ele. Ou seja, quem está ignorando a todos, na verdade, é ELE.

O que é isso? A LIBERDADE. Ele não tem a sua pressa, ele não precisa de sua roupa, ele não quer suas preocupações. Ele só quer andar. Ele escolhe para onde vai, ele escolhe o que e quando fazer, ele escolhe a QUEM ver. Ele escolhe quando e como interagir. Ele certamente conhece coisas, pessoas, lugares que você jamais conhecerá. Apenas porque ele usa de sua liberdade em sua plenitude, por não ter MEDO.

Eu? Eu não me afasto e nem ignoro. Eu o observo. O andarilho é uma pessoa. Como eu ou você. Eu sou uma pessoa e, um dia, poderei ser... como ele. Quem poderia saber?

Eu sei. Eu JÁ SOU.

Como a dele, minha alma sempre busca se expandir, crescer, sempre fazer mais coisas, conhecer mais pessoas, novos lugares, atingir objetivos maiores... Só que existem os medos, eu tenho algo a perder que ele não tem. Mas nada disso impede da minha alma ser andarilha. Se você tem as mesmas sensações, a sua também é. E eu sei que você tem.

Agora mesmo, sua alma está expandindo através da internet. Com a tecnologia você conhece lugares novos, você interaje com outras pessoas, as que você escolhe, da maneira que você escolher, quando você achar melhor... algumas se afastam, outras te ignoram. E você também, certos dias, apenas vagueia sem levantar os olhos, carregando seus pertences. Você conhece coisas, pessoas e lugares na internet e fora dela que eu não conheço e jamais conhecerei. Sim, eu sou um andarilho, e você também é.

Assim como o andarilho do mundo real, você anda porque procura em outros lugares o que não encontra próximo a você. Amores? Amigos? Atenção? Você procura se sentir melhor, você procura o que só você sabe que te dará esse conforto. Conforto... conforto é encontrar outras pessoas que se identifiquem com você.

E eu tenho uma novidade pra você: Todos na internet são pessoas, todos têm sua alma andarilha, e todos procuram o mesmo conforto que você. Identifique-se com todas, e com certeza sua presença virtual te trará sentimentos reais.

Olá andarilho! Obrigado por ter parado aqui, seja bem-vindo. Sente-se, aceita um café?

segunda-feira, maio 08, 2006

Medos...

Já vi em alguns blogs os seus escritores anunciarem os seus medos... Como isto tem andado um bocado parado, vamos lá! Todos a escrever o que realmente os apavora! Eu vou começar!
1- de cair! Desde pequena que sempre caí muito, por isso fiquei com medo de cair. Tenho medo de partir mais ossos! Já parti alguns, e agora tenho medo de partir mais!
2- do insucesso! De não conseguir fazer o que sempre quis fazer... este medo é real e está-me a atormentar há algum tempo!
3- de ser injusta! Acho que já falei nisso por aqui!
4- de não me conseguir apaixonar! Não consigo explicar, mas há algum tempo que estou assim. Acho que nunca mais me vou conseguir apaixonar por alguém!
5- de ser triste e infeliz. Acho que esta não precisa de explicações.

E vocês, quais são os vossos medos?
Tamia

segunda-feira, maio 01, 2006

É difícil...

Alguns aqui já se confessaram ciumentos. E quero, de coração, pedir a estes desculpas por esse post. Mas, estou precisando mesmo falar sobre isso.

Eu não sou ciumenta... quer dizer, tenho certo ciúmes de meus filhos (que é mais motivo de piada do que qualquer outra coisa) e, além deles, nada me provoca esse sentimento, que sei ser fortíssimo. Mas, é muito difícil conviver com pessoas ciumentas. Isso, às vezes, me tira do sério.

Graças a Deus, não sofro com um marido ciumento. Por alguma manobra bem feita do destino, Marido e eu temos praticamente a mesma maneira de reagir a situações que, em outras pessoas, causariam ciúmes. Entretanto, tenho uma amiga que é ciumenta à beça.

É difícil, porque o ciumento vê como afronta pessoal coisas que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com ele. Na verdade, só o fato da coisa, atitude ou seja lá o que for, não ter nada a ver com o ciumento já o ofende. E é complicado, muito complicado.

Se você está em grupo, o ciumento se ressente da atenção que você dá a outros. Se você está só com ele, é quase impossível satisfazer a ânsia de exclusividade. E ai de você se resolver fazer qualquer coisa que seja sem o ciumento ou, pelo menos, a anuência dele!

Cansativo... é o mínimo que posso falar. Nem sempre estamos dispostos a justificar nossas atitudes. Principalmente quando a gente não pede satisfação de nada, por achar natural os limites que uma amizade normalmente tem. Então, a gente se vê obrigado a pisar em ovos para não entristecer alguém que você ama. Cansativo...