segunda-feira, janeiro 30, 2006

Vingança

clique para ler a notíciaIsso mesmo! Voe Pajarito, voe!

sábado, janeiro 28, 2006

Corpo.

Meus pés encostados nos seus.




Eu com a cabeça no seu peito.



O cabelo esparramado no travesseiro.





Seus dedos escorregando pelo meu braço.



Sua coxa entre as minhas.
Te abraço.
Suspiramos.
Olho para seu reflexo no espelho.
Você está olhando para mim também.
Sorrimos.



Sou feliz.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Pois então...

... nem te conheço! Não mesmo! Não sei quem você é. Nunca te vi, nem mesmo de longe. Nunca nos esbarramos por aí. Não sei como você reage quando fica sem graça. Você coça a cabeça? Você disfarça e olha pro outro lado? Não sei, nunca vi. Será que sua voz fica estridente nos momentos de tensão? Ou será que você emburra e não emite som algum? Sei lá, nem dá pra saber. Não conheço o seu sentar, o seu caminhar. Você tem passos largos, confiantes? Você anda que mais parece que está correndo? Ou é devagar, pura cautela? Você cruza as pernas ou se esparrama no sofá? Que perguntas! Como vou saber? Não te conheço! Se é assim, por que me importo? Por que quero saber o que passa na sua mente? Por que quero compreender? Não, não tem como. É tudo falso? Mas, “tudo” o que? Tem alguma coisa aqui? Pois, então... nem te conheço... não mesmo.. não sei quem você é... nunca te vi, nem mesmo de longe...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Dona Antítese, quantos anos ela tem?

Mãe é aquilo: reclamar porque você sai e só volta com o nascer do sol, e também reclamar porque você nunca mais saiu de casa.

Mãe é isso: ficar dormindo no sofá, na tentativa de forçá-lo a "desligar esse computador e ir deitar, já passou da hora!"

Mãe é isto: fazer salada de alface, tomate, beterraba e cenoura, temperar com vinagre e azeite e almoçar isso tudo bebendo Fanta Uva.

Mãe é mãe.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Banzo

Todos se apresentaram, e ninguém sabe quem eu sou.
Tudo bem, vocês me acusam de não existir, mas eu existo. Só ando trabalhando um monte para parecer mais amadurecido, talvez isso só.
Na verdade foi um pouco de insegurança também que estava me impedindo de escrever, afinal, apesar da maioria de nós não ser conhecido no mundo bloguista, estes meu parceiros de blog tem muito talento.
Bem e eu? Simplesmente entrei nessa não sei como. Eu comecei a escrever na Internet em um blog chamado “Relax and Cum”, bem sugestivo, que eu usava para satirizar as situações que jovens como eu, passavam; escrevia principalmente que estava cansado de me apaixonar e que queria morar longe de meus pais.
Eu cresci, entrei para a universidade e comecei a cursar Administração. Ah, parei de me apaixonar e fui morar em um apartamento sozinho, e comecei a escrever como eu sentia saudade da época em que me apaixonava por um sorriso, e de quando minha mãe me trazia café da manhã na cama quando eu fazia aniversário. Essa época foi do “Relicário”, em que comecei a usar o pseudônimo de “Me and Myself”, agora M&M’s.
Então eu percebi que eu tenho é paixão pela vida, uma paixonite platônica na verdade, como se eu só admirasse aquilo que não tenho ou que deixei de ter. Acho que boa parte das pessoas que lerem isso, é assim também. Deixem de ser; eu não consigo.
Sou da Bahia, Salvador, e falo que nem Caetano às vezes, mas fico cansado, além de não cantar nada, nem em chuveiro. Às vezes falo que nem Lula, então ninguém me entende, mas esse eu sei que não é baiano. Falar que nem ACM seria demagogia, e que nem ACM Neto seria me repetir. Falar como Castro Alves só para as mulheres, e só quando eu tiver fome. E falo muito, no bom sentido, muito bem.
Bem, agora finalmente deixei de ser estagiário, e de novo tento provar que sou melhor, tanto fazer as pessoas se orgulharem de mim, mas isso é pra outro post, e por isso já não tenho muito tempo de escrever. Sinto saudades, da época eu que eu podia escrever, e falar com Mamy, e ler o Trotta, sinto saudades mesmo.
Não consigo realmente, sou platônico.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Coadjuvante

Oi! Meu nome é Adriano Trotta, tenho 26 anos, nasci e cresci em São Paulo - SP, onde moro. Sou mais um coadjuvante neste time de blogueiros de primeira.

Como todo bom paulistano, acho que meu sotaque é a ausência de sotaque. Sim, eu sei, EXISTE um sotaque de paulista, enrolando a língua pra falar o R e comendo o S no final das palavras, mas eu fujo muito desse sotaque, assim como procuro evitar usar gírias só de paulista, como "meu", "mina", etc. Nem sempre eu consigo!

Faço isso não porque não gosto da minha cidade, nem porque quero esconder minha procedência, nada disso. Meus motivos são dois muito simples:

1º) Eu estou estudando para ser dublador, e dublador não pode ter sotaque característico de lugar nenhum ("voz de apresentador de telejornal"?);

2º) Não gosto de rótulos, acho que rótulos são pré-conceitos, e procuro me afastar de ambos, mesmo que o rótulo em questão seja minha naturalidade.

Acredito que meu maior sotaque não esteja na minha maneira de falar ou de escrever, mas sim na minha maneira paulista e paulistana de viver e ver a vida. E isso sim eu admito, gosto, e nem tenho como fugir. Assim como cada participante deste blog tem a sua maneira específica de vivenciar as coisas, eu também tenho minha maneira toda especial, forjada por essa enorme e caótica cidade em que vivo. E acredito que observar o contraste entre essas diferentes visões vai ser o mais interessante neste blog, mais do que apenas observar as diferentes formas de escrita.

Então como é esse meu "sotaque de vida"? Talvez por gostar de desenhar desde os 6 anos de idade, eu tenha desenvolvido o gosto pela observação. Tenho por hábito passar incógnito pela multidão, apenas observando tudo e todos ao meu redor. Adoro. Em que melhor cidade isso seria possível, senão na cidade mais cosmopolita do Brasil? Pra isso, São Paulo é incrível. Por isso, viver aqui é ser o espectador de uma coleção de poesias, acontecendo diante dos seus olhos, nos fatos cotidianos que te cercam.

O metrô, por exemplo, é algo que adoro. Observar as pessoas bem vestidas e cheirosas de manhã, se espremerem na multidão do vagão enquanto procuram não desmanchar o penteado ou amarrotar a roupa. De noite, na volta pra casa, reencontrar a mesma garota que você viu de manhã, agora com o semblante cansado, o cabelo levemente despenteado e a roupa devidamente amarrotada, lutando contra o sono — e perdendo, afinal — para não dormir sentada. Não sei você, mas eu acho mágico. E os bêbados? Os meus favoritos são os pregadores mais raivosos, que filosófam sobre deus, a vida e a morte! Sem dúvida, aprendi muito com eles.

Nas ruas, quase sempre vejo alguém chorando, disfarçadamente. Mesmo os momentos tristes são bonitos por aqui: o olhar preocupado tentando se esconder no meio da multidão, para chorar baixinho e em paz. Paz? Não há paz em São Paulo. Eu percebo o choro, mas não finjo que não vi, pelo contrário... mando meu melhor olhar de "não se preocupe, tudo vai ficar bem", e sorrio. Geralmente, é o máximo que alguém como eu pode participar da vida de outro alguém, desconhecido, no meio da pressa e da correria dessa cidade que não pára.

Mas, na maioria das vezes, permaneço escondido, não participo. Muitas vezes me perco tanto observando as pessoas que esbarro em uma ou outra, quase sou atropelado por elas. Tudo bem. De tanto observar, acho que fico invisível. Tenho nítida impressão de que, sem querer, desenvolvi esta técnica. Melhor assim, não quero influenciar em nada o show da vida que acontece à minha volta.

Show. Essa é a palavra. Estou em cena, mas permaneço calado, observando, assistindo.

Em que outra cidade do mundo é possível isso? Ver, ao mesmo tempo, executivos riquíssimos passando em carros blindados, sem olhar para os lados, e logo depois uma pobre criança, simples, enfrentando descalço e sozinho a forte chuva na rua, do alto de seus 6 ou 7 anos, aplaudindo o ônibus em que você está, apenas porque aquele enorme veículo está passando por ele e fazendo barulho.

Obrigado pelos aplausos, garoto. Este méro coadjuvante, no show de São Paulo, agradece.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Alentejano de Portugal

Bom, visto que está que o blog já começou e há algum tempo, aqui vou falar-vos (e vai ser longo e chato, vos garanto) do meu Sotaque!

P'ra começar eu falo mesmo de maneira diferente da vossa! Mesmo muito diferente! Eu trato-vos por tu, vocês tratam-me por você, essa deve ser, de longe a maior diferença! Mas que tem piada tem! :)
Depois há muitas diferenças, mas quando se chega ao meu sotaque.... esse aí transmite calma, transmite paz, tranquilidade. Quando se fala em alguém preguiçoso - é um alentejano. Quando se vê alguém a descansar no meio de uma tarde de calor impossível - é alentejano. Quando se goza por alguém demorar mais tempo a perceber qualquer coisa ou é alentejano ou é loura (e eu que sou as duas coisas...).

No Verão faz muito muito calor, estamos há quase dois anos em seca, temos falta de água, sabemos poupar água, temos planícies castanhas de perder de vista, temos flores em pleno Inverno, temos cegonhas todo o ano, temos limões todo o ano, apanhamos Sol agora, batemos o dente de frio em casa porque todas as casas são frescas, "caiamos" as casas quase todos os anos, gostamos de dizer "a gente" e usar mal a pessoa do verbo ("a gente vamos" quando devia ser "a gente vai"), nesta parte do Alentejo não usamos muito o gerúndio, mas quanto mais descemos mais estamos cantando a língua como vocês do outro lado do Atlântico, tiramos o i do "lete" e pomo-lo no "caféi", gostamos de dizer sim, mas quando é não ficamo-nos pelo "nã", o Manuel passa a "Maneli", gostamos de dormir de tarde porque com o calor é impossível nos mexermos, ou tentem lá conhecer a minha cidade Património da Humanidade em Julho ou Agosto com 42º à sombra? Duvido que a Praça do Giraldo ou que a Capela dos Ossos tenha alguma beleza nessa altura.
Somos pacíficos, tolerantes e não gostamos de confrontos directos, as terras pequenas estão vazias, sem pessoas, sem jovens.
As cidades médias, a decrescer de população, mas onde se se tem uma qualidade de vida fora de série. Ainda se pode brincar nas ruas, ir ao pão a pé, ficar na rua até tarde a conversar, deixar o carro aberto à noite, à porta de casa.

Bom... e com isto tudo já me afastei do tema principal, mas sinceramente, nãos vos conseguia somente vos dizer como é o meu sotaque... tinha de vos explicar muito mais, na minha opinião não ficou por aqui! Tenho de vos contar mais, mas não hoje!

Mais coisas podem ver aqui.

Teclotando

Mamy diz:

gente... por falar em Poeta e em saudade, ele me mandou um texto... pra mim e pra Smilley.

(...)

Mamy diz:

caraca... me faltou até o ar!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

texto?

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

sobre?

Mamy diz:

hum... deixa ver se acho ele por aqui

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

mamy.

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

vc está off-line, sabia?

Mamy diz:

ai... não acredito!

Rô diz:

Voltei

Mamy diz:

mas o texto chegou, não chegou?

Rô diz:

ainda não

Mamy diz:

o seu chegou, Menin@?

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

chegou

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

e estou com calor!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

preciso de um banho frio!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

ahhhhhhhhhhhhhh

Mamy diz:

hahahahaha... cara... fiquei até sem graça de comentar com ele

Mamy diz:

puxa... me deu um calorão também

Mamy diz:

hahahahahaha

Rô diz:

chegou

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

ainda mais pra mim, que tenho relacionamento à distância,.

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

tudo a ver.

Rô diz:

ihhhh

Mamy diz:

é... tem muito a ver contigo, Menin@

Mamy diz:

fica só no sonho, muitas vezes

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Duro é prestar atenção na aula....

Mamy diz:

imagino

Mamy diz:

que achou, Rô?

Rô diz:

ainda não li

Mamy diz:

então leia quando puder

(...)

Rô diz:

já li

Rô diz:

ohhhh

Rô diz:

tb ficaria sem jeito de comentar com ele depois

Mamy diz:

o que achou, Rô?

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

abana, abana que é o fogo de pentecostes!

Mamy diz:

hahahahaha

(...)

Mamy diz:

me deu vontade de postar esse pedaço da conversa

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

?

Mamy diz:

pro Poeta ler depois

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

qual?

Mamy diz:

a que comentamos o texto dele

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

o fogo de pentecostes?

Mamy diz:

hahahaha... acho que ele vai achar engraçado

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

ele me prometeu um texto pra mim...

Rô diz:

pode postar

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

teve pra mamy, pra juju, pro selph, pra gwen, sapatismo, e pra mim? NADA

(...)

Rô diz:

e deve estar demorando pra fazer um bem especial pra ti

(...)

Mamy diz:

hahahahaha... a Rô ainda não disse o que achou do texto

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Rô?

Mamy diz:

aff... acho que ela está mesmo sem ar...

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

foi o fogo de pentecostes, Rô?

Mamy diz:

hahahahahahahaha

Mamy diz:

queimou ela todinha...

Rô diz:

me recuperando

Rô diz:

abana, abana

Mamy diz:

hahahahahaha

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

fuuuuuuuuuuuuuu

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

*soprando*

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

fuuuuuuuuuu

Mamy diz:

gente... fala sério! Que texto é esse?!?!?

Mamy diz:

acho que é uma das melhores coisas que ele já escreveu

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

E é tão raro homem escrever texto erótico sem falar ...Da ralação em si.

Rô diz:

li poucos textos dele

Mamy diz:

pois é... tanta sensibilidade...

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Um homem que presta atenção no pré-ralação deve ser canonizado!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Será que o Poeta é algum deus hindu reencarnado?

Mamy diz:

uia!

Mamy diz:

ele parece que entende do riscado

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Ai, ai, ai...

Mamy diz:

nuca... colo... boca... barriga... hum...

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Haverão caravanas em direção a Brasília

Mamy diz:

hahahaha... a Punk que se cuide!

Rô diz:

as romeiras do pentecostes matemático

Mamy diz:

hahahahahaha

Mamy diz:

fogo puro!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

como seria um pentecostes matemático?

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

as pessoas contando de um a dez em todas a línguas!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

língua

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

línguas

Mamy diz:

pois é... a parte que ele fala das línguas está mesmo divina

(...)

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Língua de fogo, ui ui ui.

Mamy diz:

hahahahaha

Rô diz:

hum

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Viu só:

Rô diz:

acho q faltei essa aulinha de evangelização

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Lïngua de fogo, reprodução!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

É O FOGO DE PENTECOSTES!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Não é evangelização, é catequese.

Mamy diz:

bem... de certa forma

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Eu já fui catequista, eu sei.


(...)

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Só tem santo BÃO nessa janela!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Viva o djanelón!

Rô diz:

viva!!!!

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Queria que um dia entrássemos nós, o artista, o Poeta, a Smilley, e a Jujudeblu.

Mamy diz:

gente... a Juju é coisa rara no MSN

Mamy diz:

ô mulé difíícir!!!!!

Rô diz:

eu ficaria tonta!!!

Mamy diz:

hahahaha... cara... a gente fala muito mesmo

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

Teclotar.

Menin@ - Chiclete de açaí, não tem aqui...Mas não faz mal, eu sinto o gosto mesmo assim! diz:

se cada tecla que a gente apertasse fosse um ponto de tricô, a campanha do agasalho ia chamar a gente pra ser garota-propaganda.

Rô diz:

demais

Rô diz:

hahahahahaha

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Tijucas e seu idioma

Sou natural de Blumenau-SC, porém vivo atualmente em Tijucas.
Tijucas tem um forte influência açoriana e um sotaque bem peculiar: eles trocam o som de "s" por "sh": saca aquele "shhhh" de silêncio? É por aí.
Então é mais ou menos assim:
- Um kilo de arrosh;
- Treshh.
(tecla SAP ativada)
- Um kilo de arroz
- Três.
E por aí vai.
Confesso que me policio muito, mas muito mesmo para não sair falando assim. Até agora tenho conseguido relativo sucesso, menos numa coisa.
Adquiri o hábito de falar Bah.
Mas calma lá! O "Bah" tijucano não é um "Bah" igual dos nossos amigos gaúchos, que é algo seco e breve.
Aqui é mais longo: Bahhh
(repitam comigo crianças: bahhhhh)
O Bahhh é usado em várias situações, porém a mais comum é naquelas em que você se surpreende com algo:
- Quanto tá o kilo do arroshh?
- Trêshh real
- Bahh... Táshh tolo!
Vale lembrar que quanto maior a surpresa, mais longo é o Bahhh.

Então se o(a) caro(a) leitor(a) aparecer em Tijucas qualquer dia desses e não quiser se sentir um estranho no ninho é só lembrar das lições desse post.
E tragam máquina fotográfica para tirar fotos do dinossauro de concreto de 2.5m de altura que embeleza ainda mais essa maravilhosa cidade.

domingo, janeiro 15, 2006

O Amazonas e seu idioma

Eu sou amazonense.

Não um exemplar-padrão, pois sou branca que nem um picolé de coalhada, tenho cabelo cacheado e não uso short de lycra fora de casa em hipótese alguma.

Mas sou amazonense, de Manaus. E gosto muito de ser amazonense.E adoro morar em Manaus, tendo plena consciência de que não é a cidade mais linda, mais organizada e mais rica do mundo.

Manaus recebeu intensa migração de nordestinos, em três levas: no auge da cultura da borracha (1890-1910); no segundo surto da borracha (segunda Guerra); e na época da criação da Zona Franca de Manaus, com a contrução de muitas fábricas, precisando de Mão-de-obra.

Por conta dessa intensa migração nordestina, os hábitos e cultura daqui têm muito de nordestino. É difícil encontrar algo que seja 100% amazonense.

Pois uma das coisas que eu mais gosto daqui é o sotaque.

Vou dar um exemplo: hoje mesmo, estava no SuperMercadinho (aqui em Manaus o que mais tem é SuperMercadinho), comprando pão. E, ao lado do caixa, tinha uns sacos de castanhas de caju salgadas (nham, nham), daquelas que se come como aperitivo.

Pela embalagem, vi que era produto de fabriqueta, local, preso com grampeador, e tudo. E morri de rir quando li o nome fantasia das castanhas.

"A Castainha"

Nada pode ser mais amazonense do que essa " engolida" do NH. Enquanto o paraense triplica o NH (Castanhénha, como falam meu namorado e minha mãe), o amazonense suprime o dígrafo (castaînha, como eu falo - SIM, EU FALO ASSIM).

Ri alto, feliz por ver escrito bem ali que eu era igual a muita gente, ligada a um monte de engolidores de dígrafos que nasceram no mesmo lugar que eu.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Ainda Sobre Jorge. Parece, mas não é.

Toca o telefone:

- Alô...

- Jorge? Oi gato! Que vamos aprontar hoje?

- Oi Luiz! Hoje nada, amor. Lembra daquela garota que te falei? Sim, sim a da perna grossa. Marquei de sair com ela.

- Jorge. Bofe. Querido. Quando você vai sair do armário?

- Aiii, não dá! Sabe que tem a pressão do trabalho e tudo mais né? E ainda tem que ficar lembrando de engrossar a voz. É in-su-por-tá-vel!

- Mas com essa voz máscula até que você faz um sucesso com as meninas, safadinho...

- Nem me lembra Luiz, nem me lembra! Sabe que a pressão é grande né? Às vezes até tenho que ir além com alguma dessas meninas. Daí elas dizem que sou carinhoso, sensível e tal. Então já sabe né? Mulher faz um marketing desgraçado dessas coisas!

- Mas e com a baranga da perna grossa, você vai hmm... cê sabe né?

- Ai, ela me olha de um jeito que parece que vai me comer vivinho! Até dei uma beliscadinha pra provocar a bichinha! Mas dessa vez eu vou me garantir. convidei a Nanda e a Rô para irem juntas comigo!

- Boa idéia! Só diz pra elas se segurarem, né? Senão a mulher pode achar estranho...

- Já avisei, já avisei!

- Mas me diz uma coisa: Porquê você vai sair com ela?

- Ai, tenho que arrumar um jeito de descobrir o que ela usa pra depilar a perna. Não sei o que é, mas fica di-vi-no!

No Bar, Sábado à Tarde

– Chegou cedo hoje Jorge, o sol ainda nem se pôs.

– Que é isso, é o horário de verão...

– E tu vai arrumado assim pra onde?

– Não te contei não? Tô pegando aquela gostosona...

– Qual delas – risos

– Aquela dos pernão.

– Aquela, lá de ontem? Rapá, tá podendo, hein?

– E eu nem te conto resto, outro dia ela me apareceu com uma sainha, aquela perna depiladinha, quase deliro... E na cama então? Aquela mulher é um vulcão em erupção!

– Bem que eu vi aquela beliscadinha que tu deu na cintura dela ontem...

– Deixa de ser enxerido.

– E aí, será que hoje rola?

– Com certeza, se não fosse o lugar tinha rolado ontem mesmo.

– Tá enfraquecendo, hein? E a tal da Tereza que você pegou na faculdade, no meio da aula? A idade ta chegando...

– Esse homem morreu, agora eu sou um homem sério. E essa mulher é pra casar. – Depois de uma pausa – Se bem que a Tereza foi um ponto áureo, hehe...

– Mas então, vocês vão sair pra onde?

– Não sei ao certo, ela só me pediu pra pegar ela em casa. Ela escolhe onde a gente vai comer e eu escolho onde eu vou “comer”.

– Safado!

– Pois é, mandei uma mensagem pro celular dela agora, dizendo que vou me atrasar e tal, desconversando. O pior é que eu vou ter de levar a minha irmã e uma amiga dela pra lá. Depois eu dispenso elas, hoje eu sou só da Gostosona! Já tá tudo planejado. Quando a gente chegar eu ligo pro Rafa e ele chega com um amigo e aí, um abraço!

– Tu vai arranjar tua irmã pro Rafa? Qualé meu, eu tava na frente na fila.

– Qualé digo eu, ta pensando o quê, minha irmã é uma moça de família!

– Se tiver puxado o irmão...

Depois de uma pausa pra um gole de cerveja, o amigo do Jorge continua:

– Só não gostei dessa história de tu levar duas mulheres. Isso vai feder...

– Como assim feder?

– Manual do Cafajeste, capítulo 23, “jamais leve companhia quando sair com uma gostosona. Elas não te perdoam nunca”.

– Que manual do cafajeste, que nada! Eu quero que esse manual vá pra casa do Jader Barbalho. Tô indo nessa. Não esquece do futebolzinho amanhã.

– Domingo? Não, tenho um compromisso...

– Com quem, seu sem-vergonha?

– Aquela amiga da tua gostosona.

– Que amiga?

– Aquela loirinha, você conhece?

– Conheço, muito bem.

O Jorge passou dois meses tentando entender porque aquela menina da perna grossa parou de sair com ele. Ele jura que não fez nada; ela diz pra todo mundo que ele é um panaca que não sabe valorizar uma mulher.Mas eu sei, eu sei, que a culpa é toda do manual do cafajeste.

participação especial de Poeta Matemático

Banheiro Feminino II - "A vingança será malígna" ou, ainda, "A neura é a mesma, só muda o foco!"

- Você nem imagina quem encontrei quarta-feira, na academia.

- Quem?

- *malícia pura* O Jorge...

- Hã?

- O Jorge! Aquele filho-da-puta que andei saindo na época da faculdade!

- O Jorge?!?! A "divindade hindu reencarnada", como você mesmo dizia?!?!?

- Ele mesmo.

- *olhos arregalados* Meu Deus! E aí? Como é que ele está? Ainda é aquilo tudo?

- Bem... é um quarentão charmoso, bonito, jeitão de rico. Aff... nem acredito que já se passaram tantos anos...

- Caraca! Mas, você falou com ele?

- Claro! Aliás, ele veio falar comigo.

- Sério?!?!? Me conta, droga!

- Ele me reconheceu e veio falar comigo. Lembra que, logo depois de formado, ele mudou daqui? Pois é... me falou que está esses 17 anos nessa outra cidade, casou, mas que já se separou. Está aqui de férias, a passeio, visitando a mãe.

- Aff... *ar sonhador* aquele homem era a alegria da mulherada na época da faculdade.

- Você não me engana, vaca! Aposto que também saiu com ele!

- Hã, eu? Saí nada! Mas, me conta tudo!

- *desconfiada* Bom, o papo foi rolando, ele perguntou de mim. Falei que também casei e que também separei. Perguntou do trabalho, falei um pouquinho, patati patatá. Daí, ele falou que eu estava ótima, que não tinha mudado nada, continuava com o mesmo rostinho. Hahahaha... deixe-me rir!

- Não exagera! Você se cuida, ainda nem chegou aos 40. É claro que você está ótima.

- Tá, tá... Sei que a conversa foi se estendendo, a gente foi falando do passado, bons tempos aqueles, coisa e tal... "lembra disso?"... "lembra daquilo?"... Por fim, o cara lembrou daquele fatídico dia em que ele apareceu com duas barangas ao nosso encontro. Hahaha... demos umas risadinhas, tudo muito educado. Nem chamei ele de filho-da-puta.

- E?!?!?

- E aí ele me chamou pra sair. Vê se pode? Disse que estava em dívida comigo. Que eu não podia negar essa chance a ele. Nada demais, sem pressão: a gente saía pra jantar, talvez dançar um pouco, essas coisas. Eu disse que não podia, estava sem tempo, muito trabalho. Ele insistiu, mas propôs um cinema, talvez fosse melhor, coisa de amigo. Aí eu disse que sim, tudo bem, vamos ao cinema. Na despedida, ele me beliscou... na cintura...

- Menina! Que máximo! E quando vai ser?

- Já foi...

- Já foi?!? E o que rolou?

- Rolou nada.

- Nada?!?!? Não acredito!!!!! Por que, mulher de deus?!?!?

- Você tá doida? Cara, é o Jorge! O JOOORGE, tá ligado? Você acha que eu ia expor minha figura pro sujeito?

- Que isso?!?!? Você é que tá maluca! Você já saiu com outros caras depois de separada, nunca está sozinha, tava namorando até bem pouco tempo. De onde saiu esse complexo agora?

- Fala sério, amiga! Nada a ver! Ele me conheceu gatinha, meu amor, com vinte aninhos! Tá doido eu exibir meu corpixo de 37 pro bofe! Muda tudo: a pele, o formato do corpo, tudo, tudo! Sem chances... As comparações seriam inevitáveis.

- *pensativa* É... olhando por esse prisma...

- Mas, foi bom, me vinguei.

- Se vingou?!?

- É... cheguei no cinema com duas amigas... hahahahaha

- Hahahaha... Que filha-da-puta! hahahahaha

- É... Sou mesmo! hahahahahaha

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Cidades

Volta e meia sou lembrada dos perigos da internet. Certo artigo que li mui apropriadamente comparou a grande rede com uma metrópole. É preciso cuidado, todo mundo sabe, ao passear pelas ruas de uma cidade grande: cuidado com o trânsito, cuidado com a violência, cuidado com malfeitores...

A internet também é assim. Trânsito louco, violência, pessoas com disposição de te fazer o mal, tudo isso está on-line. Mas, como numa cidade real, existem coisas maravilhosas para se ver e fazer.

Tenho que confessar que a intenet só passou a fazer sentido para mim quando li pela primeira vez um blog. Talvez porque seja uma leitora compulsiva, daquelas que pegam um livro para ler antes dormir, acaba vendo o sol nascer com ele nas mãos e só o fecha quando, finalmente, alcança a última linha, fiquei maravilhada com a blogosfera.

Tantos textos bons à minha disposição - isso foi mágico! E o que mais me facinou foi a possibilidade de comentar as idéias ali colocadas e de interagir com os autores. Sou mesmo louca por blog!

Acontece que não estava preparada para um dos efeitos colaterais dos blogs. Tudo bem que é uma coisa boa, mas até hoje me deixa perplexa. É que, simplesmente, não esperava fazer amizades nesse ambiente virtual. Então, de repente, me vi trocando idéias com pessoas admiráveis, inteligentes, sensíveis, bem humoradas. E, de repente também, passei a me preocupar com essas pessoas, me alegrar e me entristecer junto com elas e a compartilhar sentimentos de uma forma que nunca tive coragem antes.

Bem, o "Sotaques" reúne alguns desses meus queridos amigos. Todos estes dispensam apresentações e, sem dúvida nenhuma, sou o azarão aqui no meio desses feras. Mas, estou tão feliz de dividir um projeto com esses "meus meninos" que engavetei por completo a modéstia e mergulhei de cabeça nessa viagem.

Uma viagem em todos os sentidos! Quando estivermos funcionando a todo vapor, o leitor vai, de um post para o outro, visitar Manaus, São Paulo, Tijucas/SC, Salvador, Resende/RJ e Alentejo, em Portugal. Pois é... muitos "Sotaques".

Gente, torça por nós, porque a idéia é boa.

Beijos.